quarta-feira, 23 de março de 2011

Esquilo não samba

Muito prazer...

Oi!

Eu sou você amanhã!

Ahn?

Só não me apresentei antes por medo de desmotivar.

Desmotivar? Mas eu estou tão feliz e ansiosa e será tão perfeito... Desmotivar, como assim?!

Eu sei que é triste, mas não se deixe abalar.

As coisas vão ficar piores do que agora?

Terás dias bons, cujo número eu posso contar.

Contar numa mão só?!

Não vou mentir: na sua média você será medíocre.

Medíocre? Mas...

Mediocridade.


Mas, medíocre?

Eu sei o quanto eu sinto saudade

Saudade?

Do tempo em que eu me achava esperto, do tempo em que eu esperava dar certo, do tempo em que eu me achava...

Não deu nada certo? No futuro somos burras e perdidas?

Não quero te iludir...

Então fale!

Não quero te enganar...

É só falar.

Você está desperdiçando o que era pouco. Muito pouco, quase nada. E está para acabar.

Acabar?

Acabar.



L. Puglia ouviu a música que dá título ao post hoje de manhã e ficou ruminando-a. Finalmente, conseguiu pensar, escrever e se acertar - e não importa quão ridículo pareça o "diálogo".

Um comentário:

j. e. ferreira disse...

Faltou o corvo do Poe praguejando "Nevermore". rs